DE CAMARGO À CARVALHO
“A HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA NO BRASIL”
(DE 1510
A 2014)
RESUMO
Em 1529, a família Camargo
recebeu a incumbência de D. Isabel , da Espanha, de criar a Província de Nova
Leão, compreendida entre a Patagônia, a Terra do Fogo e o sul do Chile. Em
1583, em uma dessas tentativas, a armada ao aproximar do litoral brasileiro,
teve sérios problemas, em São Vicente- SP ,
desembarcou Jusepe Ortiz de Camargo, ele e seus descendentes tiveram uma
atuação dinâmica no cenário político da Vila de São Paulo. Em 1641,
protagonizaram a guerra das Famílias Pires e Camargo, este episódio durou e
prejudicou as bandeiras por 20 anos. Em 1693, Antônio Roiz Arzão (casado com
Mariana de Camargo); com seu cunhado Tomáz Lopes de Camargo, com seu concunhado
José Gonçalves de Carvalho (casado
com Catarina de Camargo) nossos 9º avós. Seguindo os caminhos
abertos por Fernão Dias Paes (O caçador de Esmeraldas), acharam ouro na Casa
das Cascas. Antônio Roiz Arzão, ao retornar a Vila de São Paulo, faleceu em
1696, deixando o roteiro de suas descobertas a seu concunhado Bartolomeu Bueno
da Siqueira (casado com Maria de Camargo). Em 1697, acompanhados de amigos e
parentes, atingiram a Serra do Itaverava (Pedra Brilhante) onde a distância de
8 léguas fundariam um povoado (
hoje, Ouro Preto). Bartolomeu Bueno
da Siqueira, descobriu riquíssimas jazidas de ouro no ribeirão de Nossa Senhora
de Carmo, construiu cabanas próximas às suas margens, que em 8 de abril de
1711, receberia o nome de Vila de Ribeyrão de Nossa Senhora do Carmo (hoje, Mariana).
A sede insaciável do ouro
estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos
como os das Minas. Os 1º anos da mineração
nas gerais decorrem de forma desordenada, foi comum o enriquecimento rápido de
vários indivíduos. Circulava ouro em pó como moeda e havia pouco a comprar.
Pois nada se plantava, as tropas abasteciam com carne, matava-se por uma cuia
de farinha, vem a Grande Fome de1700 a
1703.
Foram os paulistas que descobriram
as reservas de ouro. Por isso, estes passaram a defender a exclusividade na sua
exploração. Os estrangeiros representavam uma ameaça à exploração dos
paulistas, desencadeando vários conflitos armados na zona aurífera. Os
paulistas não conseguiram a concessão de exclusividade para a exploração do
ouro, junto ao império. Em 1708, os paulistas revoltam contra os forasteiros,
culminando na Guerra dos Emboabas, e
como conseqüências: a criação da Capitania de São Paulo e Minas, em 1709.
Divisão da Capitania de São Paulo e Capitania de Minas Gerais, em 1720. A produção aurífera
começa a cair em 1750, levando Portugal a buscar meios para aumentar a
arrecadação de impostos, que resultaria na Inconfidência Mineira, em 1789.
A partir de documentos podemos
comprovar que durante todo o período entre 1700 a 1750, a associação entre
mineração e agropecuária era bastante presente e significativa.
Encontramos cartas de sesmarias onde atestam que o sesmeiro, tinham roças e
lavras, mineravam e plantavam. A partir de 1761, o declínio irreversível na
produção de ouro levou os mineiros a
procurarem outras atividades. As enormes extensões de terras devolutas chegavam
a desestimular um único sesmeiro. Solitário em suas fazendas, sem vizinhos e
longe de qualquer ponto civilizado o sesmeiro sentia-se desprotegido e
vulnerável. Assim, vinham irmãos e demais parentes que se instalavam
relativamente perto uns dos outros, surgindo ali um estimulo entre essa
parentela.
Concluímos que a família Camargo
em Minas, fixou-se em Vila
Rica , na Zona do Carmo, no Sumidouro em Mariana, em Barra do
Bacalhau (hoje, Guaraciaba), Ponte Nova e região. Pelo numero de sesmarias
concedidas à família, pode-se deduzir que era influente e rica.
Em Barra do Bacalhau (hoje, Guaraciaba)
viveram 4 gerações, proprietários de
terras, atuando em atividade agropecuária. Observamos
um grande número de religiosos na família de Tereza Angélica de Castro Osório (nossa
5º avó) filha de Antonio José de Castro e Maria do Espírito Santo e Cunha
Osório, sua mãe tinha 5 irmãos padres. Destacamos nessa época o Colégio dos Padres Osórios do Sumidouro, que prestaram alto
beneficio à educação literária do
povo mineiro.
Francisca de Paula Freitas Castro (nossa 3º avó) casou-se com
Bruno Eugênio Dias de Carvalho
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