sábado, 6 de dezembro de 2014

Resumo


DE CAMARGO À CARVALHO

“A HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA NO BRASIL”

(DE 1510 A 2014)






RESUMO

Em 1529, a família Camargo recebeu a incumbência de D. Isabel , da Espanha, de criar a Província de Nova Leão, compreendida entre a Patagônia, a Terra do Fogo e o sul do Chile. Em 1583, em uma dessas tentativas, a armada ao aproximar do litoral brasileiro, teve sérios problemas, em São Vicente- SP, desembarcou Jusepe Ortiz de Camargo, ele e seus descendentes tiveram uma atuação dinâmica no cenário político da Vila de São Paulo. Em 1641, protagonizaram a guerra das Famílias Pires e Camargo, este episódio durou e prejudicou as bandeiras por 20 anos. Em 1693, Antônio Roiz Arzão (casado com Mariana de Camargo); com seu cunhado Tomáz Lopes de Camargo, com seu concunhado José Gonçalves de Carvalho (casado com Catarina de Camargo) nossos 9º avós. Seguindo os caminhos abertos por Fernão Dias Paes (O caçador de Esmeraldas), acharam ouro na Casa das Cascas. Antônio Roiz Arzão, ao retornar a Vila de São Paulo, faleceu em 1696, deixando o roteiro de suas descobertas a seu concunhado Bartolomeu Bueno da Siqueira (casado com Maria de Camargo). Em 1697, acompanhados de amigos e parentes, atingiram a Serra do Itaverava (Pedra Brilhante) onde a distância de 8 léguas fundariam um povoado ( hoje, Ouro Preto). Bartolomeu Bueno da Siqueira, descobriu riquíssimas jazidas de ouro no ribeirão de Nossa Senhora de Carmo, construiu cabanas próximas às suas margens, que em 8 de abril de 1711, receberia o nome de Vila de Ribeyrão de Nossa Senhora do Carmo (hoje, Mariana).
A sede insaciável do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das Minas.  Os 1º anos da mineração nas gerais decorrem de forma desordenada, foi comum o enriquecimento rápido de vários indivíduos. Circulava ouro em pó como moeda e havia pouco a comprar. Pois nada se plantava, as tropas abasteciam com carne, matava-se por uma cuia de farinha, vem a Grande Fome de1700 a 1703.
Foram os paulistas que descobriram as reservas de ouro. Por isso, estes passaram a defender a exclusividade na sua exploração. Os estrangeiros representavam uma ameaça à exploração dos paulistas, desencadeando vários conflitos armados na zona aurífera. Os paulistas não conseguiram a concessão de exclusividade para a exploração do ouro, junto ao império. Em 1708, os paulistas revoltam contra os forasteiros, culminando na Guerra dos Emboabas, e como conseqüências: a criação da Capitania de São Paulo e Minas, em 1709. Divisão da Capitania de São Paulo e Capitania de Minas Gerais, em 1720. A produção aurífera começa a cair em 1750, levando Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, que resultaria na Inconfidência Mineira, em 1789.
A partir de documentos podemos comprovar que durante todo o período entre 1700 a 1750, a associação entre mineração e agropecuária era bastante presente e significativa.
Encontramos cartas de sesmarias onde atestam que o sesmeiro, tinham roças e lavras, mineravam e plantavam. A partir de 1761, o declínio irreversível na produção de ouro levou os  mineiros a procurarem outras atividades. As enormes extensões de terras devolutas chegavam a desestimular um único sesmeiro. Solitário em suas fazendas, sem vizinhos e longe de qualquer ponto civilizado o sesmeiro sentia-se desprotegido e vulnerável. Assim, vinham irmãos e demais parentes que se instalavam relativamente perto uns dos outros, surgindo ali um estimulo entre essa parentela.
Concluímos que a família Camargo em Minas, fixou-se em Vila Rica, na Zona do Carmo, no Sumidouro em Mariana, em Barra do Bacalhau (hoje, Guaraciaba), Ponte Nova e região. Pelo numero de sesmarias concedidas à família, pode-se deduzir que era influente e rica.
Em Barra do Bacalhau (hoje, Guaraciaba) viveram 4 gerações, proprietários de terras, atuando em atividade agropecuária. Observamos um grande número de religiosos na família de Tereza Angélica de Castro Osório (nossa 5º avó) filha de Antonio José de Castro e Maria do Espírito Santo e Cunha Osório, sua mãe tinha 5 irmãos  padres.  Destacamos nessa época o Colégio dos Padres Osórios do Sumidouro, que prestaram alto beneficio à educação literária do povo mineiro.
Francisca de Paula Freitas Castro (nossa 3º avó) casou-se com Bruno Eugênio Dias de Carvalho em Guaraciaba MG e faleceu em Viçosa, em 1903 (cidade fundada pelo seu tio avô Padre Manoel Inácio de Castro). Seu filho José Eugênio Dias de Carvalho, (nosso bi-avô), nasceu em 06/02/1859, formou-se em farmácia na Escola de Ouro Preto, casou-se com Ana Lopes de Farias Reis, vindo constituir nosso tronco viçosense Lopes de Carvalho.

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